Vitória chega a 2026 com mais opções no meio-campo e reforços na defesa, mas o setor ofensivo pela esquerda segue carente; Riccieli e Nathan precisam se adaptar. Para apostadores: espere partidas de adaptação com menos gols no início — apostas em under 2.5 gols ou empates nas primeiras rodadas podem ser mais seguras.
Análise do elenco do Vitória para 2026
O clube apresenta sinais de evolução em alguns setores, mas ainda carece de soluções definitivas, sobretudo no ataque pelos lados. A maior rotatividade no meio-campo amplia alternativas, enquanto reforços defensivos chegam com dúvidas sobre adaptação ao futebol brasileiro.

Meio-campo: mais opções, menos certezas
Baralhas, Caíque, Dudu e Ronald compõem um setor com variedade de alternativas — algo incomum nas temporadas anteriores. A profundidade reduz riscos por lesão e suspensões, porém aumenta a necessidade de definição tática e de entrosamento entre os volantes.
Defesa: reforços com experiência europeia, mas sem provas no Brasileiro
O zagueiro Riccieli, vindo do Famalicão, e o lateral-direito Nathan Mendes, emprestado pelo Bragantino, chegam para fortalecer a retaguarda. Riccieli traz referências positivas e passagem como capitão em Portugal, mas não tem experiência nas Séries A ou B do Brasil. Nathan teve muitos jogos pelo Bragantino, mas não atravessa seu melhor momento técnico. Há potencial, mas ambos precisarão se provar em campo.
Opções no miolo defensivo
O elenco conta ainda com Zé Marcos — figura controversa entre torcedores, mas útil como opção de banco —, Edu, que terminou 2025 em boa fase, e Camutanga, bastante valorizado pela torcida. A concorrência promete disputa por vagas e pode levar a oscilações iniciais na consistência defensiva.
Ataque: preocupação pelo lado esquerdo
O setor ofensivo apresenta fragilidade no lado esquerdo: Aitor Cantalapiedra é, por enquanto, a única opção clara. Uma negociação por David, revelado no clube e atualmente no Vasco, esteve próxima, mas está parada, deixando o Leão sem alternativa imediata naquela faixa.
Laterais e ponta direita
Pelo lado direito, Erick e Matheuzinho aparecem como soluções. Matheuzinho tem potencial, mas seu segundo semestre de 2025 foi abaixo do esperado, o que levanta dúvidas sobre regularidade ofensiva naquela faixa.
Conclusão: avanços pontuais e risco de entrosamento
O Vitória evoluiu em profundidade de elenco, especialmente no meio-campo e com contratações para a defesa, mas ainda tem lacunas ofensivas que podem pesar no início da temporada. A necessidade de adaptação dos reforços e a falta de alternativas à esquerda devem resultar em partidas de transição, com variação de rendimento até que o time encontre equilíbrio.
Bahia Notícias