
Em entrevista ao Podpah, o atacante do Cruzeiro criticou a "obsessão" pela Europa e incentivou jovens promessas a buscarem a idolatria em solo nacional.
Durante sua participação no podcast Podpah, Gabriel Barbosa, o Gabigol, abriu o jogo sobre a pressão que jovens atletas sofrem para deixar o futebol brasileiro precocemente. Com a autoridade de quem já viveu o cenário europeu e se tornou um dos maiores ídolos da história recente do Flamengo — antes de sua transferência para o Cruzeiro —, o camisa 9 defendeu que o Brasil não deve ser tratado apenas como um entreposto comercial, mas como um destino de glória e realização profissional.
A "Lavagem Cerebral" das Categorias de Base
Gabigol destacou que existe uma construção cultural que molda a mente dos jovens jogadores desde cedo, fazendo-os acreditar que o sucesso só é legítimo se for conquistado no exterior. Segundo o atacante, essa mentalidade impede que novos talentos valorizem a grandeza dos clubes brasileiros. Ele questionou o motivo de o sonho principal ser sempre vestir a camisa de um clube médio europeu em vez de se tornar uma lenda no clube que o revelou, vivenciando a paixão única das torcidas locais. O atacante aproveitou para cravar :
"Eu não saio do Brasil para ir para o 10º do Inglês."
Protagonismo vs. Status Europeu
O jogador também ressaltou a diferença entre ser "apenas mais um" em elencos estrangeiros e ser o rosto de uma era vitoriosa no Brasil. Para Gabriel, muitos atletas aceitam propostas de centros menores da Europa em busca de um status que, muitas vezes, não traz a mesma felicidade ou impacto esportivo que disputar títulos de expressão como a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. "Por que não ficar e ser ídolo aqui?", provocou o jogador, reiterando que sua escolha por permanecer no país é pautada na busca por felicidade e relevância real no esporte.
A Carreira de Gabigol: O Contraste entre o Exílio Europeu e a Glória Nacional
Em 2016, o atacante trocou o Santos pela Inter de Milão por cerca de € 29,5 milhões. Gabriel chegou à Itália sob muita expectativa do futebol mundial, no entanto, a experiência foi marcada por poucas oportunidades e choques culturais e táticos. Na Inter, marcou apenas 1 gol em 10 jogos. Emprestado ao Benfica, o cenário se repetiu: pouco tempo em campo e apenas um gol marcado. Na Europa, Gabriel era visto como um jogador taticamente indisciplinado e de difícil adaptação ao rigor defensivo local.
O fracasso na Itália e em Portugal fez Gabriel olhar de volta para o clube que o projetou. Em seu retorno ao Santos, o atacante se reencontrou com o bom futebol, sendo o artilheiro do Peixe naquela temporada com 27 gols. Porém, o craque atingiu seu brilho máximo no Flamengo. Em solo nacional, Gabriel reencontrou a liberdade tática para flutuar e a confiança para finalizar. No Rubro-Negro, ele não apenas acumulou gols, mas tornou-se o "Homem das Finais", decidindo duas Libertadores (2019 e 2022) e quebrando recordes de artilharia que perduravam por décadas.
Texto redigido por IA.
Foto destaque: Gabgol no Podpah (Youtube/podpah)




